domingo, 13 de abril de 2008

12 anos, as mudanças começaram se fortificar

Aos 12 uma tremenda louca por Legião Urbana, foi com essa idade que as letras de Renato Russo começaram a fazer sentido, até então era uma banda que os mais velhos gostavam.

Pais e Filhos tinham cada vez mais sentido na minha vida, as brigas em casa eram constantes, minha mãe queria me educar para ser uma exemplar dona de casa, e lá no fundo isso me incomodava, não queria aprender a lavar, passar ou esfregar, queria ler, ver o mundo, com 12 anos era bem madura.

Embora não soubesse que a criação para ser dona de casa tinha começado, eu já não a aceitava e vivi em confronto direto com minha mãe que abandonou estudo e trabalho para se casar.

O tempo na escola era gasto de forma sabia, mesmo não sendo uma “gênia”, eu conseguia escutar a matéria, grava e depois tirar notas aceitáveis, nada de excepcional, mas nada que desabonasse minha inteligência.

Foi ai que a minha fome de leitura aumentou muito, o bibliotecário achava lindo todas as semanas a gordinha lá na biblioteca atrás de um livro, meio que escondida dos amigos pra não “queimar o filme” eu não poderia tirar notas muito altas e nem ser CDF para ser aceita pelo grupo mesmo sendo gorda.

E o Senhor de cabelos grisalhos, cumpridos, olhar meio e um enorme bigode (parecia o papai Noel magro..heheheh) me apresentou algo que fugia a todos os livros da serie vaga-lume que eu já havia devorado. Era Agatha Christie acreditem se quiser, com 12 anos eu devorei um livro de 400 páginas de um autor estrangeiro e que era regado a assassinatos e relacionamentos amorosos... Quando entreguei o livro me senti a mulher mais realizada do mundo, pois havia adorado o livro e sabia que ali eu tinha ganho uma “graduação” interna algo que me deu a certeza, com essa idade, de que Amélia eu não seria, para desespero de todos que me cercavam e que achavam que eu seria a garotinha de rosa que casaria e teria filhos.

E segurem os proximos capítulos...

quinta-feira, 3 de abril de 2008

o incio


Tudo começou aos 11 anos, quando as meninas beijavam e eu apenas em minhas paixões platônicas, gordinha, feinha e de óculos, ninguém olhava, nem meu cabelo liso e castanho claro salvava. Tudo era assim mesmo, tudo era normal dessa forma. Isso não me impedia de andar com os piores da escola, então não havia gozação coma minha cara e nem brincadeiras sem graça, ao menos na minha frente. Eu jogava Truco, era lata e boa no vôlei o que me fazia ganhar alguns pontos de popularidade, mas nem isso me tirava da virgindade bucal.

Os sonhos eram de papel e se quebravam e eram recriados constantemente, já fui piloto de formula 1, já fui astronauta, já fui pediatra, de tudo um pouco e para isso teria que estudar, e na verdade não estudava, apenas prestava atenção na aula, nunca fui organizada, nem disciplinada, mas gravo informações ditas como um gravador e isso sempre me ajudou muito na escola e na vida.

Meu primeiro porre também foi aos 11 anos, jogando truco e em uma sala de repetentes não queria ser a babaca que fica na frente, matamos aula e enchi a cara... Ai de mim, se um dia tiver filhos e eles fizerem isso... hahahahahah!

O inicio foi assim, aos poucos vou contando como cheguei nessa balzaca que me tornei.